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Como a neurociência serve de base para inteligência emocional?

A inteligência emocional, ou a maneira como nós lidamos, gerenciamos e aprendemos com as nossas emoções, é extremamente necessário. Possuir esse tipo de conhecimento pode ser um fator determinante para atingir o sucesso profissional e ter uma vida mais feliz.

Mas como adquirir a inteligência emocional? Algumas pessoas recomenda a psicologia positiva para conseguir esse autoconhecimento. O que também pode ajudar na aproximação desse estado avançado de compreensão de si mesmo é a neurociência. O estudo do sistema nervoso mostra a relação do nosso cérebro com a maneira como as nossas emoções afetam ele.

E como a neurociência é usada quando falamos de inteligência emocional? Qual é a relação entre um e outro? E, mais importante: por que o estudo pode ajudar no seu autoconhecimento? Para entender melhor, é só continuar a leitura.

 

A neurociência e a inteligência emocional

O psicólogo Daniel Goleman é especialista no assunto, além de ser considerado um dos principais fundadores e difusores do conceito.

No livro “Inteligência Emocional”, ele escreveu sobre a nova tendência na psicologia que analisava o papel do entendimento das emoções no cotidiano das pessoas.

Basicamente, Goleman viu a inteligência emocional como “a junção da neurociência com o estudo das emoções”. Conforme foi estudando mais sobre o assunto, ele passou a desenvolver insights sobre isso e criou sua própria fórmula para que seja possível atingir esse estado.

Combinando estudos

Segundo Goleman, a neurociência mostra que as partes do cérebro que concentram as emoções também gerenciam as habilidades consideradas necessárias para o desenvolvimento de habilidades sociais. “Essas habilidades estão enraizadas em nossa herança evolutiva voltada para a sobrevivência e a adaptação”, diz ele.

Com as descobertas mais modernas no campo da neurociência, Daniel Goleman pensou em um modelo de inteligência emocional completamente baseado na ciência do estudo do sistema nervoso. “A neurociência demonstra de forma cristalina por que a inteligência emocional tem tanta importância”, argumenta Goleman em “Trabalhando com a Inteligência Emocional”.

 

O resultado do estudo do sistema nervoso na inteligência emocional

Em “Trabalhando com a Inteligência Emocional”, Daniel Goleman pensou em uma estrutura fundamentada em autoconsciência, autocontrole, consciência social e habilidade de se relacionar com os outros.

No livro, o autor argumenta que o domínio dessas habilidades garante o sucesso profissional. Ao conseguir compreender e administrar suas emoções, você consegue mais facilmente se autodominar e transformar essa habilidade em capacidades profissionais.

 

Uma boa notícia

A notícia boa é que, como a inteligência emocional é conectada a neurociência, ela pode ser exercida ao exercitar o cérebro. Quando você quer fortalecer um músculo, você vai na academia e levanta peso para deixá-lo mais forte, correto? Com a inteligência emocional é quase a mesma coisa: você pratica para garantir o seu desenvolvimento e se fortalecer.

Em vez de ir para academia, você pode alugar uma sala para workshops ou um espaço para eventos corporativos e propor exercícios com outras pessoas e, assim, trabalhar em fortalecer os seus conhecimentos e habilidades sociais. A única maneira de melhorar essas capacitações é praticando.