07
jun

Resolução de conflitos: como e por quê levar a Comunicação Não-Violenta para sua empresa?

Com empatia e compreensão, é possível evitar e resolver atritos entre membros de uma empresa. Confira 4 dicas para aplicar a CNV no ambiente de trabalho

Você já ouviu falar em Comunicação-Não Violenta (CNV)?
O nome pode parecer autoexplicativo, mas colocar o método desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg em prática exige conhecimento e dedicação. A filosofia, que é utilizada até na resolução de conflitos armados, pode ser o caminho para melhorar relacionamentos profissionais e resolver atritos que atrapalham a produtividade de uma empresa.

Para te inspirar a melhorar o clima no ambiente corporativo, listamos abaixo os 4 pilares da Comunicação Não-Violenta.

Não confunda observações com julgamentos

Deixar os julgamentos de lado e observar as situações com neutralidade é uma tarefa árdua, mas necessária. Um dos pontos-chave para solucionar conflitos é evitar o uso de rótulos e generalizações. Ao invés de dizer “Você sempre perde a hora”, diga “Você se atrasou três vezes na semana passada”.

Expresse sentimentos ao invés de opiniões

É muito mais difícil falar dos nossos sentimentos do que das atitudes de outras pessoas, não é? Dar nome ao que você sente no lugar de criticar alguém pode mudar o rumo de uma conversa, levando empatia e compreensão a diálogos que normalmente são acusatórios. Experimente dizer “Eu me sinto menosprezado quando você não ouve minhas sugestões” ao invés de “Você nunca ouve minhas sugestões”.

Identifique suas necessidades

Segundo Marshall Rosenberg, nossas emoções mais desafiadoras são causadas por necessidades não atendidas. Entender o que você espera das outras pessoas e conseguir falar abertamente sobre isso é um caminho para tornar a comunicação mais efetiva – afinal, a outra parte pode não saber do que você precisa. Aqui vai uma dica: opte por frases como “Eu me sinto humilhado quando você grita, e gostaria de ser tratado com mais respeito”.

Diferencie pedidos de ordens

A maneira com que expomos o que queremos pode ter mais impacto do que o pedido em si, por isso é fundamental escolher bem as palavras. Troque exigências como “Pare de usar o celular durante as reuniões” por frases mais positivas, como “Eu gostaria que você usasse menos o celular nas reuniões”. A mudança pode parecer pouco significativa, mas o interlocutor com certeza vai receber o pedido de outra forma.

Viu como atritos podem ser evitados com um simples reajuste nas palavras que usamos? Se aplicada com seriedade e dedicação, a Comunicação Não-Violenta pode levar à criação de um ambiente harmonioso e frutífero, em que todos possam expressar seus incômodos sem ofender os colegas de trabalho.

 

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