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Liderança feminina: por que essa questão importa?

Você já parou para pensar como a sua empresa pode ser impactada pela desigualdade de gênero? Apesar das mulheres terem conquistado seu espaço no mercado de trabalho, a liderança feminina ainda é um problema ao redor do mundo.

De acordo com pesquisa da Ipsos Mori , apenas 3% de CEO de empresas ao redor do mundo são mulheres. Apesar de muitas vezes não parecer óbvio, impulsionar empresas e demais ambientes corporativos a engajar a liderança feminina só apresenta benefícios, tanto para as funcionárias quanto para os negócios.

Eis aqui 5 motivos de por que essa questão importa:

Mais ideias

Aquela premissa de quanto mais, melhor está certíssima quando o assunto é diversidade. Encorajar sua empresa a contratar mais mulheres — e isso inclui também mais pessoas negras, LGBTs e indígenas — pode ser muito frutífera para o seu negócio.

Pessoas com experiências sociais distintas apresentam questões que muitas vezes não são expostas em ambientes corporativos. Assim, há uma maior possibilidade de surgir novas e revolucionárias ideias dentro da sua empresa que atraia um público maior.

Empresas com mulheres no comando são mais rentáveis

Uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey lançada em 2018 descobriu que empresas que incentivam a diversidade de gênero ganham um retorno financeiro 15% acima da média nacional de sua indústria.

O estudo, que consultou 1007 empresas de 12 países diferentes, revelou que as mulheres nestas empresas pouco lucrativas não apenas estavam fora de cargos de liderança como se apresentavam muito distantes de alcança-los.


Acompanhar o mercado

Os movimentos feministas têm mostrado: não há mais espaço para a desigualdade de gênero na sociedade. Atualmente vivemos em um momento em que questões relacionadas às mulheres têm virado pauta não apenas nas ruas como também na mídia e no mercado.

Sendo assim, para uma empresa sobreviver, é necessário se manter atualizada diante do cenário levando em consideração que são as mulheres a grande massa do público no mercado.

Vale lembrar que hoje já existem diversas empresas de consultoria focadas na questão de gênero e diversidade prestando serviços sobre o assunto pelo Brasil afora.


Melhora da economia

O Banco Mundial lançou uma pesquisa em 2018 denominada “The Cost Of Gender Inequality” (O custo da desigualdade de gênero, em tradução livre), que traz dados sobre o impacto econômico deste problema nos países.

Atualmente é muito comum mulheres exercerem a mesma função que homens, mas receberem menos que eles. Os dados computados pelo órgão internacional mostram que elas recebem apenas 2/3 dos rendimentos masculinos, ainda que correspondam desde 1990 a 39% da força de trabalho.

A pesquisa ainda revela que desigualdade de gênero pode produzir uma perda de mais de R$ 23 mil dólares/ano por pessoa na economia, já que pagar menos para as mulheres gera menos dinheiro em circulação. Assim, se poupa menos, consome menos e, consequentemente, há menos pagamento de impostos.


Representatividade

Mulheres em cargo de liderança são exemplos para outras mulheres, estejam elas em início de carreira ou não. Empresas que mostram que há espaço para mulheres evoluírem e alcançarem voos ainda mais altos incentivam o trabalho de qualidade das suas funcionárias o que é bom tanto para elas e seus planos de carreiras, quanto para a própria empresa.

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